Ramiro Mart
Nephilim
[Verso 1]
E vendem mais promessas, vendando a vista
Se não vem dando progresso
Não cessa pois não tem recesso
O guarda de Israel
Desculpa se desertei do seu exército
Eu fui atrás do meu mérito e o caminho não era pra Betel
Quando abri os olhos vi que 6 asas nas costas
Batiam forte movimentando todos animais
E pude conhecer outras direções tais
Bem diferente daquelas dos pontos cardeais
Bem diferente das retas e curvas que
Me levaram sã seguir
Algo que alguém já faz
E morre um Cristo por dia
Um Budah um Allah e 666 dúzia de profetas que igreja não via
Ja foram Mais de 400.00 na Síria, entre cristãos
A alauí­tas no cidade alerta do Al Jazira
Prefiro ser a poesia , um grito , um susto
Um som um alarme

[Ponte]
São os anjos sabem, que era bom
No princípio quando era o verbo
E estragou quando se fez carne
Era bom no principio quando era o verbo
E estragou quando se fez carne

[Refrão 1]
Sou amarelo na ponta dos dedos
Preto nos pelos, cinza nos medos
Num quarto aceso , preso, nas trevas vermelho
Com tons de desejo
Sou amarelo na ponta dos dedos
Preto nos pelos, cinza nos medos
Num quarto aceso, preso, nas trevas vermelho
Com tons de desejo

[Verso 2]
Desculpa prometo que vou embora
Com a bênção do caipora
Que eu cansei dessa vida
De me encher de bebida
Depois fuder o Paraí­ba
De hora em hora a flora ta mais falida
Mas aprendi com as formigas
Divido meu fruto, crio meu fluxo
E não importa o campo de visão
Cultivo meu intuito e trabalhando muito
E no subsolo fação a construção
Mas no domingo tem culto, tem missa, uma bíblia
Sobre a mesa de madeira maciça
E no jantar um cadáver, um corpo, um bicho
Morto celebrando mais um ano de vida
Oprimem Marijuana
Estupram Mariana
E a justiça vive a vida bandida
Pra tudo existe um pretexto
Ainda mais se o contexto
For falar de muita grana envolvida

[Refrão 2]
Sou amarelo na ponta dos dedos
Preto nos pelos, cinza nos medos
Num quarto aceso , preso, Sou NEPHILIM
Filho do desprezo