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Um Tempo Atrás
[Verso 1]
Lembras das cenas quando tudo era um apenas
E coisas tão pequenas pareciam gigantes
Onde simples temas para quem cresce são dilemas
Ninguém esquece os poemas que não se escreviam antes
Todo o pássaro ganha penas para poder sair do ninho
E voar pelos céus distantes
Ganha espaço quebra algemas para fazeres o teu caminho
E derrubares os teus elefantes
Hoje anos parecеm meses e um mês só dura uns dias
Quanto dura a inocência quando sе fura e esvazia
A tua alma e alegria e aí parece que tudo falha
Na batalha dia a dia já sem escudo ou muralha
Queima tudo na mortalha para a cabeça ficar leve
Mas não esqueças que és tu que escreves
O guião da tua peça vá regressa e sê breve
Quem não anda não tropeça quem não tropeça não se ergue

[Refrão]
Só peço saúde em primeiro e sempre paz
Não nasci com tudo mas dinheiro a gente faz
Com atitude de guerreiro eu enfrento más
Lutas, vou contudo sem receio do que o tempo traz

[Verso 2]
Infância não se perpetua com carinho dos velhos tempos
Cresci a brincar na rua com carrinhos de rolamentos
Depois a pausar na rua por maus caminhos e andamentos
Mas é bom que tu destruas os teus moinhos de vento
Porque, o crescimento é o cimento para te construíres
Sinceramente é indiferente se tu desistires
O mundo não para se tu parares então é bom que tu repares
Que é para a frente que a gente tem de seguir
Tudo parecia inocente e duraria para sempre
Um sentimento que faz muita gente um eterno adolescente
Ainda na casa dos pais conspirações telejornais
A culpa é sempre dos demais é um inferno decadente
Tenho um caderno incandescente com prosa
Estrondosa, sons de dentro do cinzento a tons de rosa
Da aguarela ou pastel pinto uma vela um cutelo
Para te libertar da cela do sentinela do castelo
[Refrão]
Só peço saúde em primeiro e sempre paz
Não nasci com tudo mas dinheiro a gente faz
Com atitude de guerreiro eu enfrento más
Lutas, vou contudo sem receio do que o tempo traz