Filipe Ret
Sem Título (Rimanessencia)
Mentiras, ódios, traições
Fúrias, crises psicóticas
Remorso, curas
Pânico, egoísmo, arrogância
Drama, suicídio, mega depressões, nirvana
Minha mente confronta com tudo que o olho vê
Meu estômago ronca mas não consigo comer
Me envolvi não sei como é que eu vou resolver
Paguei pra ver
Vou morrer de tanto viver
Sente o flow e toda a fluência
Meu rap é o sintoma da minha doença
Não tem como parar nem jogar com sua regra
Comece a me julgar atire logo sua pedra
Depois de várias richas
Apostei minhas fichas
Já desci pra pista
Chamem um exorcista
O poeta não morreu, voltou com mais força
Aprenda a não ser nada pra ser alguma coisa
Mas eu tô vivo
Mesmo com alguns problemas
Sujeito à delírio e reações extremas
Mente aventureira alma inquieta
Ando louco por aí é isso que me resta
Julgue o beck que eu fumo, o copo que eu tomo
Tudo que eu consumo, a mina que eu como
Diga que sou o demônio
Me mostre sua cruz
Promovendo a escuridão alegando ser luz
Covarde
Conversa pra criança, ideia vencida
Seu moralismo cansa
Eis mais um louco com a mão no microfone
Liberdade é pouco, o que eu quero não tem nome
É natural eu receber vaia dos seus
Quem vive a poesia, cobaia de deus
O otimismo é a ilusão do desinformado
Numa margem distante, Ret, registrado