Xará
Anota Aí Mané
[Verso: Xará]
Anota aí mané, que eu vou seguir na fé
De hoje, sempre, até onde for possível
É incrível a dimensão que toma o nome
Em proporção ao som velho do fone
É real que eu tento cada passo após o outro
Na fome de ser real e só representar um nome, o meu
Moral da história: eu esqueço de mim
Se é assim, eu vim aqui pra que?
Ser só mais um egoísta na terra
Minha lista desse tipo cresce com uns nome que tu não espera
Eu vivo em constante guerra com o ego
Tem horas que eu me pego pensando longe
Não nego que eu prego o certo e vira e mexe eu faço o errado
É a hora que eu me pego à certeza de quem ninguém é perfeito
Meu BPM agora quase que se alinha ao do peito
Feito o beat, eu boto a rima no flow
Dou adeus ao leito de morte, de volta à vida, em quarentena
Trago com ela todo tipo de sequela possível
Num dilema eterno de dormir no paraíso e acordar no inferno
Me interno pela última vez
Cada rima agora é mais ou menos como um berro
Lá fora já devem ser quase 6
Encaro os versos como missão
Em proporção eu quero, o sono já se desfez
Me olho no espelho pálido e compulsivo
Eu tenho que escrever, não me nego a essa sina
Teço várias rima e não tento esquecer o motivo de ser
No fundo eu quero ser só sincero
Espero o mermo voto de confiança aos amigo que fecham comigo
É meu pedido único também aos inimigos, o mínimo
E me diz se não é pouco o que eu peço
Me despeço deixando um verso solto
E o pulso não impeço, sem cerimônia
Assino no verso, sou réu confeso
Não meço esforços, pelo contrário
Rezo pelo inverso do verso anterior
Sendo como for, eu sou mais eu
[Refrão: Xará]
Lembrança na balança que se lança ao teto
Quando abaixa o sol à tarde
Brilha longe ao hall da fama
Ouvindo ao fone "grana, grana"
Na tape mal feitona, gravação original
São as poucas horas que eu me sinto imortal
Hoje eu sou imortal
Lembrança na balança que se lança ao teto
Quando abaixa o sol à tarde
Brilha longe ao hall da fama
Ouvindo ao fone "grana, grana"
Na tape mal feitona, gravação original
São as poucas horas que eu me sinto imortal
Hoje eu sou imortal