Kant
Porradão de Pertim II
[Verso 1: Kant]
(aaaan, Kant)
Rimar bem é meu hábito
Quando eu tô nas linhas quebro
Não sobre nem um cérebro intacto
No inferno eu cometo um rapto
Cuspo fogo, já que meu Trident não tira mau hálito
Em lágrimas não me derramo
Amo tudo que tenho
Mas não tenho tudo que amo
Fiz do hip-hop meu ramo
Estudo dez horas por dia
Enquanto minha família diz: "Onde erramos?"
Atrás das onças sozinho, não pago mico
Com lucro eu fico, argumento rico
Falam merda das rimas que eu trafico
Vocês não jogam no Boca
Tão no Rap fazendo bico
E essa idéia nem Carlitos Tevez tem
Vez que, gotas de ódio e raiva cai em minha taça
Tim, Tim! Um brinde pra mim
Se vocês tem assunto pra falar na net
É graças a mim, um brinde pra ti

[Refrão: Kant]
Não tenta queimar meu filme com idéia vã, idéia vã (Fuck it)
Vocês tem que cair em si
E escutar Djavan, dichavando
Eu sei que isso te incomoda
Mas atrai todas suas irmãs (Todas elas, hahaha)
Tenho estado bem mal
Guardando meus bens em bancos
Qual o preço do amanhã? (Hein?)
[Verso 2: Moita Treta]
Já fiz minhas orações, refiz anotações
Desfiz de tentações, com giz fiz pichações
Acordem pra vida!
Eu acordei pra minha
Veja o que eu tenho
Se lembra quando não tinha?!
Essa é a reviravolta, que vocês não esperava
Abrindo a mente dos trouxa
Deixando as boca fechada
Eu ando muito estressado, tomei chá de camomila
Fumei cinco baseado, peguei uma tia na vila
Fazendo trilhas sonoras, igual Martinho da Vila
Já passei por vocês tudo, aguardem no fim da fila
Só não corte meu cabelo, senhorita Dalila
Sem dormir pra produzir enquanto vocês cochila
Ou você nasce pro Rap, ou você nasce um clone
Pão que o diabo amassou, nós passa manteiga e come
Saco vazio não para em pé, então imagina minha fome
Tô no apetite do beat, chamou pro feat então tome
Não me irrite, critique, se for sujeito homem
Minha vinte e quatro barra sete com laser derruba drone
Tipo goleiro Bruno, cês canta igual Marrone
Quero uma mina sexy, que toca um saxofone
Te entrego rima Sedex, escuta no seu Iphone
"Chuco" tinta latex, vou espalhando meu nome
Vocês é foda na net, eu tô na rua cês some
Destruo tudo o que tenho, com a força de um ciclone
Tive que largar os vício, recomeçar outra história
Ou pular do precipício, ou me afundar nas droga
Minha família acha difícil, eu dar um dia de glória
Tô tirando toda a zica que os inimigo me roga
[Verso 3: Refel]
Moita Treta, acende a bomba e taca fogo no pavio
Refaz as referência, cês é refém de refil
Vô refuta todas as teses refeitas nesse papel
Pois parecem até refrão quando se referem ao Refel
Os cara força idéia, quase tudo vira drama
Calma, é só uma estrela, não brisem em pentagrama
Esqueceram do dever, só aprenderam a dever
Confundiram a diferença do que é conceito e o que é fama
Cês usa a desculpa dos 3S
Isso acontece, entristece, mas é o que mais tem na rua
E esse é o problema de verdade
A culpa é do Sistema e Sociedade, mas a culpa nunca é sua
Virou tudo uma guerra civil que nois que promove
Vários que viram moça na frente de um revólver
Vários vagabundo brincando com Molotov
Com uma ação eu mudo o mundo, igual Vasili Arkhipov
E opressão, nem todos vocês são iguais
Alguns buscam a paz, e outros são comprometidos
Não vamô generalizar quando cês se toca
Que num é minha roupa ou minha quebrada que vai me tornar bandido
Sem grana pro tênis do ano, o salário vem de bico
Um milionário vegetando, me diga quem é mais rico?! (Irmão)
Isso é o que restou pra quebra e o nosso povo
Um polícia brinca de tiro ao alvo com seu irmão mais novo
[Refrão: Kant]
Não tenta queimar meu filme com idéia vã, idéia vã (Fuck it)
Vocês tem que cair em si
E escutar Djavan, dichavando
Eu sei que isso te incomoda
Mas atrai todas suas irmãs (Todas elas, hahaha)
Tenho estado bem mal
Guardando meus bens em bancos
Qual o preço do amanhã? (Hein?)